Se tem uma coisa que une a galera da Baw e a crew do skate é a liberdade. No street, ninguém precisa se encaixar — cada um tem seu flow, seu jeito de deslizar pelo chão, cair, levantar e tentar de novo. E, cá entre nós: aprender novas manobras de skate é quase como montar um look novo pra dar aquele upgrade na vibe. Não é sobre impressionar ninguém — é sobre sentir que você tá evoluindo no seu ritmo, do seu jeito.
Então, se você tá querendo expandir seu repertório no skate (ou entender melhor quando a galera do rolê solta um “manda um flip aí!”), cola aqui. Preparamos uma lista com 20 manobras de sakte que todo rider já tentou, sonha em tentar ou ainda vai se jogar sem medo. Vale pra quem tá começando e pra quem já tá colando nos picos faz tempo. Bora pro rolê?
1. Ollie: a base de tudo que vem depois

O ollie é aquela manobra que todo mundo lembra como marco no skate. A primeira vez que o shape realmente sai do chão com você é quase um batismo no rolê. Tem toda aquela mistura de ansiedade, coordenação, timing e um pouco de fé também, porque até encaixar direitinho, o pé parece não obedecer. Mas quando rola… mano, abre-se uma porta.
E o mais legal é que o ollie nunca vira “só o básico”. Mesmo depois de anos andando, ainda rola de lapidar, deixar mais alto, mais limpo, mais colado no pé. É quase uma assinatura pessoal dentro da sua própria flowline. Tem skatista que puxa o shape lá no alto, tem quem manda aquele ollie rasgado, esticado no estilo, e tem quem prefere tudo rápido, seco e preciso. Cada um carimba do seu jeito — e isso faz parte do charme do skatewear também, porque o estilo de andar sempre conversa com o estilo de vestir.
2. Nollie: pensando o skate pela frente
O nollie muda sua relação com o skate de um jeito muito engraçado. É a mesma lógica do ollie, mas quando você tenta pela primeira vez, parece que o corpo entra num bug mental. O peso fica no nose, o pop acontece invertido, o equilíbrio muda e até o chão parece mais perto ou mais longe dependendo do dia. Mas essa estranheza inicial é exatamente o que deixa o nollie tão especial: quando acerta, você sente na hora que desbloqueou uma camada nova do rolê.
E o mais massa é que o nollie abre portas pra manobras de skate super técnicas. Muita coisa que parece impossível começa a ganhar forma quando você pega confiança no nose. Você percebe que o skate não é só “andar com o pé na frente e pronto”, mas sim explorar todo o shape como ferramenta dinâmica. Quem manda nollie consistente passa aquela energia de skatista que conhece a própria base de verdade — alguém que pensa, cria e se vira de diferentes maneiras no pico.
3. Switch ollie: quando o desconforto vira evolução
Treinar switch é quase uma terapia de paciência. Seu corpo estranha, seu cérebro questiona suas escolhas e, no começo, cada tentativa parece mandar você de volta pro chão. O switch ollie é exatamente isso: recomeçar. Mas é um recomeço gostoso, porque mostra o quanto você pode evoluir quando sai da zona de conforto. Quanto mais você manda, mais percebe que o rolê inteiro começa a ficar mais fácil.
E quando o switch ollie encaixa pela primeira vez com aquele pop sincero, a sensação é absurda. É como se você tivesse aprendido a andar de skate de novo, só que agora com mais consciência. De repente, tudo tem dois caminhos: normal e switch. Isso muda totalmente o flow das suas linhas, dá um ar mais criativo pro rolê e mostra pra crew que você realmente está evoluindo no estilo e na técnica.
4. Fakie ollie: o truque de costas que empurra você pra frente

O fakie ollie tem essa vibe própria de manobra que bagunça um pouco a noção de direção. Você está indo de costas, mas o movimento do pop é o mesmo — e isso deixa o rolê com aquela sensação de “será que vai dar certo?”. No começo bate um estranhamento real, mas quando você pega o timing, tudo começa a fluir de um jeito tão natural que vira quase automático dentro do seu estilo skatista. É aquela manobra que parece simples, mas dá um charme diferente quando encaixa bem.
E o melhor é que o fakie encaixa perfeitamente em linhas reais de skate. Não é uma manobra isolada: ela aparece o tempo todo, quando você volta de um truque girado, quando termina um slide, quando precisa retomar velocidade. Dominar o fakie ollie faz o rolê ficar mais redondo, mais conectado e mais maduro. É uma habilidade que mostra que você não depende de uma única postura pra se movimentar bem.
5. Shove-it: giro leve, vibe fluida
O shove-it é aquele truque que todo mundo tenta e, quando acerta, percebe que o skate responde ao toque mais sutil. É quase como conversar com o shape usando o pé de trás. Você dá um leve empurrão lateral e, quando vê, o rolê já está com outra cara. O shape gira de forma tão suave que parece que você nem fez força — é flow puro, sem exagero.
E o melhor do shove-it é que ele combina com tudo. Em linhas, é lindo. No plano, é confortável. Na velocidade, ganha punch. E mesmo sendo uma manobra de skate relativamente simples, ela já mostra muito do estilo da pessoa. Tem shove-it rasgado, tem o baixinho e rápido, tem o super controlado que volta redondinho no pé. É o tipo de truque que dá gosto de mandar várias vezes só pra curtir o movimento.
6. Pop shove-it: o giro que sobe de nível
O pop shove-it é como se você pegasse o shove-it e desse um upgrade. O movimento é parecido, mas agora tudo ganha explosão: você realmente salta enquanto o board gira. A sensação é mais intensa, mais rápida, e quando acerta com altura, parece até que o shape flutua por um segundo antes de encaixar de novo no pé. É daquele tipo de truque que, quando bem feito, puxa o olhar da crew inteira, ainda mais quando você tá naquele look com bermuda jeans que balança junto na passada e deixa tudo ainda mais estiloso no rolê.
E quando você começa a dominar, os combos aparecem naturalmente. Pop shove-it pra manual, pra 50-50, pra gap, pra linha… é versátil demais. E a galera respeita, porque é um truque que precisa de precisão, pop e aquele toque extra de confiança. É estiloso e funcional ao mesmo tempo — combinação perfeita pro street.
7. Frontside 180: giro natural com muito style

O frontside 180 costuma ser o primeiro giro completo que a galera aprende, e isso faz total sentido. O corpo gira num movimento fluido, quase intuitivo, e quando encaixa o pop com a rotação, tudo acontece de forma redondinha. A sensação é de liberdade mesmo, de deixar o corpo ir junto com o skate no mesmo tempo e ritmo.
E no street, o FS180 é ouro. Combina com gaps, bordas, banks, transições e até com passadas simples que você quer deixar com um toque de estilo. É uma manobra que mostra domínio do espaço e do próprio corpo, e quando você começa a mandar com velocidade, o truque ganha uma presença visual muito forte.
8. Backside 180: coragem, confiança e flow ao contrário
O backside 180 é aquele truque que exige um pouco mais de coragem no início. Como você gira de costas para o sentido original, a visão fica limitada, e isso mexe direto com a confiança. Mas justamente por isso, quando acerta, a sensação é surreal. O giro encaixa, o corpo acompanha, e você pousa olhando pra direção oposta com aquele orgulho silencioso.
E o BS180 tem uma estética muito particular: ele é mais fechado, mais rápido e mais técnico. Em gaps, fica pesado. Em velocidade, fica bonito demais. E ele abre portas pra truques ainda mais avançados, como os flips girados, os sw heels e por aí vai. É um truque que realmente muda o nível do rolê.
9. Kickflip: o clássico que nunca perde a magia
O kickflip tem uma aura especial no skate. A primeira vez que você acerta é quase uma experiência espiritual — parece que o mundo desacelera enquanto o shape gira e você só acompanha a rotação esperando voltar. É a manobra de skate que mais marca a vida de muita gente, porque é um antes e depois no rolê.
E por mais que o kickflip seja um clássico absoluto, ele nunca envelhece. É impressionante como essa manobra se mantém atual em qualquer geração do skate: dá pra mandar rápido, com pop alto, com aquele estilo rasgado cheio de personalidade, ou numa versão mais técnica e precisa que parece até em câmera lenta.
Cada skatista encontra um jeito próprio de fazer o flip acontecer, e isso cria uma identidade visual no rolê. Inclusive, quando você está naquele look com regata, o movimento do corpo fica ainda mais evidente.
10. Heelflip: elegância na ponta do calcanhar

O heelflip tem uma energia diferente, mais limpa visualmente, porque o skate gira pra fora, abrindo a rotação. E mesmo quem não domina o flip tradicional, às vezes, encontra no heel uma naturalidade própria — tem gente que se identifica muito mais com ele, justamente pelo toque do calcanhar e pela postura do peito.
E é um truque fotogênico demais. Quando você acerta aquele heelflip retinho, o board abrindo no ar, tudo parece mais organizado e elegante. No street, o heel é sempre um ponto de destaque. Ele mostra controle, estilo e equilíbrio ao mesmo tempo. A galera sempre olha.
11. Varial flip: o truque que junta duas energias em uma só
O varial flip é aquele tipo de manobra que parece complicado quando você vê alguém mandando no rolê, mas quando começa a treinar, percebe que tudo se conecta de forma muito natural. É como se o shove-it e o kickflip resolvessem fazer uma collab. O shape gira lateralmente enquanto dá o flip, e o legal é que o movimento não precisa ser forçado — quando entra no ritmo certo, o skate faz quase tudo sozinho.
No street, o varial flip vira um clássico instantâneo. Ele funciona em linhas, funciona em gaps, funciona no plano e funciona quando você quer mostrar pra galera que está subindo de nível. Muita gente considera essa a primeira manobra realmente “técnica” do skate, e isso faz ela ter um valor emocional gigante. Mandar um varial flip bonito, com o flip retinho e pouso firme, é quase um cartão de visita: mostra que você tá criando seu próprio estilo e começando a controlar o shape de verdade.
12. Hardflip: o caos lindo que só skatista entende
O hardflip é aquela manobra de skate que, pra quem vê de fora, parece uma bagunça insana: o skate sobe, gira, cruza, some da vista por um segundo e reaparece sob o pé como se fosse mágica. Mas pra quem está treinando, tudo tem uma lógica. A combinação do front shove com o flip cria uma energia muito específica, meio “fechada” no ar, e quando acerta pela primeira vez, dá vontade de comemorar com a crew inteira.
E a real é que o hardflip tem uma estética muito própria. Alguns skatistas mandam mais aberto, outros deixam ele bem fechado entre as pernas, e essa variação cria identidades diferentes dentro da mesma manobra. É lindo de ver quando alguém manda com velocidade, com aquele pop forte que faz o shape subir quase na diagonal. No street, é sempre um destaque — ninguém ignora um hardflip bem colocado numa linha.
13. Impossible: o truque que abraça o shape

O impossible tem esse nome por um motivo: a primeira vez que você vê, parece realmente impossível. O skate dá quase um “loop” completo em volta do seu pé, sobe, contorna e volta pra base como se tivesse vida própria. É aquele tipo de manobra que você assiste e pensa “não tem como isso ser físico”, até o dia em que entende a mecânica real por trás do movimento.
E quando acerta o primeiro, bate um orgulho gigante, ainda mais quando você está naquele flow solto, vestindo sua camiseta oversized que balança junto com a movimentação e deixa tudo com uma estética ainda mais de rua.
E no street ele fica lindo demais. Quando você manda com pop alto e o shape dá aquela volta limpa, a galera sempre reage, porque não é uma manobra comum. Ela exige técnica e paciência, e quando vira parte do seu repertório, abre portas pra variações mais modernas e criativas. É aquele tipo de truque que mostra maturidade no rolê.
14. Frontside flip: o clássico estiloso de quem anda com intenção
O frontside flip é tipo um momento de iluminação na vida do skatista. Ele é uma mescla de frontside 180 com kickflip, mas o charme está em como você escolhe girar: aberto, rasgado, alto, flipado rápido ou lento… Não existe um frontside flip igual ao outro. Cada skatista imprime ali sua própria marca, e isso faz esse truque ser tão querido no street.
E quando encaixa, mano… é incrível. A sensação é de girar o corpo junto com o skate em uma só linha contínua. O flip precisa ser limpo, o giro precisa ser fluido e o pouso tem que ser firme. É uma daquelas manobras de skate que todo mundo faz questão de mandar na frente da crew, porque é bonito demais — visualmente forte, estiloso e cheio de personalidade.
15. Backside flip: técnico, rápido e cheio de atitude
O backside flip é um truque que exige confiança total no movimento. O skate gira para trás, o corpo acompanha de costas e tudo precisa acontecer num timing cirúrgico. Mas quando encaixa, a manobra fica com uma presença visual absurda. É rápida, precisa e muito dinâmica — aquele tipo de truque que você vê nos vídeos de street pesado e pensa “um dia vou mandar assim”.
E cada skatista descobre sua própria forma de controlar essa rotação. Tem backside flip mais aberto, tem aquele super técnico que parece em câmera lenta, e tem o clássico “rasgado” que voa quase horizontal. Seja qual for o estilo, é sempre uma assinatura forte. Quem manda backside flip bem tem controle, coragem e um senso de ritmo muito apurado.

16. Boardslide: deslize clássico, estilo garantido
O boardslide é o truque que te convida a entrar no mundo dos grinds e slides. O primeiro impacto de jogar o skate pra cima de uma borda e deixar ele deslizar é mágico — e um pouco assustador no começo, não vamos mentir. Mas quando você acerta o ângulo certo e sente o board deslizando sob os pés, o medo vira pura animação. É quase terapêutico.
E o mais irado é como o boardslide transforma qualquer linha em algo mais autêntico. Você pode encaixar ele no meio, abrir a sessão com ele ou finalizar no estilo — sempre funciona. E quando você está no rolê vestindo calças oversized, o movimento ganha ainda mais presença. Elas acompanham o slide, criam aquele balanço característico do streetwear e deixam cada segundo da manobra com um toque de atitude.
17. Lipslide: o primo mais ousado do boardslide
O lipslide é tipo o boardslide que decidiu ousar. Em vez de entrar pela frente, você joga o skate passando por cima do obstáculo e encaixa de costas — é um movimento que exige confiança, precisão e um entendimento maior do seu shape. Os primeiros tentativas sempre dão aquele friozinho na barriga, mas, quando entra, a sensação é insana. Você realmente sente que subiu um degrau no mundo dos slides.
E o lipslide tem uma estética muito impactante. Ele é mais agressivo visualmente, mais ousado e mais técnico. Mandar um lipslide bem encaixado numa linha deixa tudo com cara de vídeo sério de street. É aquele truque que a crew respeita e que sempre chama atenção no rolê.
18. 50-50 grind: equilíbrio puro na borda
O 50-50 é o primeiro grind de muita gente, e faz sentido: ele te ensina como confiar na borda. O skate entra alinhado, você coloca peso, ajusta o centro de gravidade e vai embora deslizando como se estivesse colado no obstáculo. É uma sensação muito gostosa quando você percebe que não precisa travar o corpo, é só acompanhar o movimento.
E mesmo sendo básico, o 50-50 nunca perde o brilho. Ele serve em bordas longas, curtas, altas, baixas, canos, banks, transições… tudo. Você começa a enxergar a cidade de outra forma, como se cada quina fosse uma oportunidade de criar uma linha nova. É o grind que abre o mapa do street de verdade.
19. Crooked grind: técnico, travado e cheio de estilo
O crooked é um dos grinds mais estilosos do skate. Você entra meio de lado, travando só o truck da frente, enquanto o shape fica num ângulo agressivo que deixa a manobra de skate visualmente muito forte. É um truque que passa atitude — mostra que você domina a borda, controla o eixo e entende o peso do corpo de forma precisa.
E no rolê, o crooked é muito satisfatório. Quando encaixa travado e desliza com aquele som característico, o coração acelera. Ele funciona em bordas longas, curtas, descidas e até naquelas beiradas mais destruidinhas da rua. É técnico, é bonito e é um clássico moderno no street pesado.

20. Nose manual: equilíbrio e controle acima de tudo
O nose manual é aquele truque que trabalha sua paciência e seu foco como nenhum outro. Colocar o peso no nose, segurar o corpo firme, manter o eixo alinhado e avançar sem deixar o shape descer exige um controle enorme. Mas justamente por isso, quando você acerta uma linha terminando com nose manual, a sensação é surreal.
E ele combina muito com criatividade. Dá pra entrar em manobra, sair dela, conectar linhas, jogar pra uma borda, continuar num grind… é infinito. O nose manual mostra maturidade, mostra estilo e mostra que você realmente entende o skate como extensão do corpo — não só como um board com quatro rodas.
Gírias do mundo do skate que você não pode deixar de conhecer!
|
Termo |
Significado |
|---|---|
|
Pico |
Lugar onde a galera anda de skate |
|
Rolê |
Sessão de skate com a crew, passeio ou treino |
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Pop |
Força da batida do tail no chão |
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Shape |
A “tábua” do skate |
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Switch |
Andar com a postura invertida |
|
Fakie |
Andar de costas na postura normal |
|
Regular |
Postura com pé esquerdo na frente |
|
Goofy |
Postura com pé direito na frente |
|
Drop |
Descer de uma transição/quarter/vertical |
|
Line |
Sequência de manobras na mesma passada |
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Marretar |
Mandar manobras pesadas/treinar forte |
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Travar |
Encaixar firme em slides e grinds |
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Flip |
Qualquer manobra que faz o shape girar no eixo horizontal |
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Gap |
Buraco ou vão entre dois pontos (que dá pra pular) |
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Stance |
A forma como você se posiciona no skate |
No fim das contas, evoluir no skate é sobre estilo, atitude e constância — dentro e fora do rolê. E se você quer elevar essa vibe no visual também, cola no nosso conteúdo de moda esportiva e garante aquele fit que acompanha sua progressão em cada manobra.